sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Panelas

Como bem lembrou minha amiga @mi no comentário do post anterior, fomos obrigados a ler o tal do livro do Paladino do Pantanal no primeiro ano de faculdade. Era sobre alguém que começou um trabalho de formiguinha para salvar o Pantanal de alguma coisa e parece que funcionou ou estava funcionando. Se eu tivesse lido, provavelmente me lembraria (viu? Teria servido pro post ficar mais completo, ao menos).

Lembro também da correria atrás de alguém que conhecesse a história, pois havia um trabalho ou prova a respeito, precisávamos saber de que se tratava. Não me lembro qual foi o resultado, provavelmente algo do tipo "entre mortos e feridos, salvaram-se todos", como diversas outras vezes durante o curso.

Éramos uma turma unida, a nosso modo. Ou melhor, éramos duas turmas unidas, duas grandes "panelas" que mal tomavam conhecimento uma da outra, como se nada tivéssemos em comum, a não ser o "azar" de termos passado no vestibular no mesmo ano. E claro, existia uma terceira turma que era neutra. Sim, estávamos na faculdade, mas agíamos como colegiais.

Hoje, três anos depois, as turmas ainda existem. Sei do destino que tomou a maioria das pessoas da "minha panela" e não faço idéia do que o pessoal do lado de lá anda aprontando, mas sei que ainda são bem amigos entre si. Gostaria que tivesse sido diferente, mas não vejo como.

Dos amigos que fiz, com alguns ainda mantenho contato, de outros tenho apenas uma ou outra notícia de tempos em tempos. Tem gente que, como eu, foi embora. Tem gente que casou e outros que se casam em breve. Tem gente que se separou. Tem gente trabalhando totalmente fora da área e feliz. Tem gente infeliz também. Tem gente fazendo outra faculdade. E tem gente monitorando tudo isso e torcendo pra todo mundo ser feliz.



(Dúvida instantânea: qual o diminutivo de piegas?)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Aos anônimos de plantão

Ok, o blog está liberado para comentários anônimos, mas confesso que tenho curiosidade de saber quem me lê, e principalmente se gosta ou não.

Eis que de repente aparece um paladino me falando em referências e pensamento lateral, imaginando que eu saiba quem é ele e mandando eu me cuidar. Olha só, mereceu um post só pra vc...

Eu sei que bem pode ser uma espécie de trote e nesse momento pode ter alguém rindo muito da minha curiosidade, ou muito bravo porque não foi prontamente reconhecido.

Mas é isso: o blog aceita comentários anônimos, então sinta-se à vontade pra continuar postando assim, se quiser. Ou se identifique e apresente seu blog, como bem sugeriu minha amiga, a primeira anônima. E volte sempre ;)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Pagodeando

Achei que não haveria muita diferença entre "sair solteira" e "sair sem o namorado", até dar uma volta numa balada por aí. Observar as pessoas querendo "se conhecer" quando você está do outro lado é no mínimo estranho. Deprimente, em muitos casos.

Como não estava nem um pouquinho preocupada em paquerar (muito pelo contrário, estava era ocupada em desviar das investidas alheias), pude observar bem as reações das outras pessoas. Realmente, isso não é mais para mim. Por "n" motivos.

Uma das situações da noite:
- To te observando desde o começo da noite, vi que você não dança (é, eu não tava afim nesse dia) então quer conversar?
- Não, vim aqui só pra acompanhar as amigas.
- Mas eu quero conversar com você.
- Eu vim aqui curtir a banda. não to afim de conversar.
- A gente não pode ir lá fora um pouquinho?
- Você tá bêbado.
- Eu não to bêbado (imagina se estivesse. Além do cheiro de manguaça, mal dava pra entender o que o sujeito falava). Vem aqui conversar comigo um pouquinho (já me puxando pelo braço).
- Não. (E simplesmente virei as costas e saí pra outro lado.)
Poxa, não culpo o cara por tentar. Mas nem sei quantos "não" tive que falar pro tal e nem assim ele se convenceu. Só funcionou quando o deixei falando sozinho. É um saco.

Aí eu poderia discorrer aqui sobre todo aquele papo de que as pessoas (é, não só as mulheres) hoje em dia é que não se respeitam e blablablá. Não farei isso. Apesar de, tendo prestado atenção ao que acontecia em volta, vi cada coisa...

Só sei que acabei desmarcando na primeira oportunidade a baladinha que tava combinada para hoje. Queria ver outros amigos, curtir boa música, tomar cerveja, talvez até jogar uma partidinha de sinuca. Mas tudo na vida é escolha, e eu escolho continuar como estou.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Estes dias

Estes são dias de consertar coisas e estragar outras. Dar risadas, pedir desculpas. E cantar, muito. Imitando o passarinho que tenta inventar novos jeitos de piar. Soltando a voz com as crianças. Ou simplesmente libertando aquela música que não sai da cabeça, mesmo que ela revele muito mais do que eu pretendia mostrar. Detalhe importante: tenho uma "voz que não sai" e não sou lá muito afinada. Mas canto. E garanto: tem quem goste.

Dias de amar e receber muito em troca. Tentar entender reações inesperadas e evitar me decepcionar com elas. Segurar a vontade de mandar alguém engolir as benditas cortinas que bem dariam uma novela (mexicana, diga-se de passagem). Querer rever pessoas, mas desta vez sem ter que encarar aqueles defeitos já tão conhecidos. Perceber, feliz, que alguns deles deixaram de existir. Descobrir segredos já tão investigados. Matar saudades, acima de tudo (mesmo que pra isso eu tenha feito nascer outras).

E dias de saber que tem gente que lê meu blog por simples "xeretice". Ainda assim, espero que goste - e quem sabe até deixe um comentário. ;)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Só um post a mais

Descobri esses dias que tem muito mais gente do que eu imagino lendo esse blog (opa! valeu!!!) e que não é uma boa coisa ficar tanto tempo sem postar.
Meus dias ultimamente têm sido de total indecisão sobre tudo, e não me pergunte o porquê. Questionar a minha dificuldade de escolher entre o azul e o amarelo vai me fazer abrir o berreiro, como fazia a garotinha que eu fui um dia e que lutei tanto para deixar para trás.
Não me pergunte o que acontece. Eu simplesmente não sei.
Também foi muito difícil decidir sobre o que escreveria aqui hoje. E principalmente, se escreveria. Então simplesmente me sentei e comecei a digitar coisas. Mas sim, apesar de tudo tomei algumas decisões hoje - simplesmente porque são importantes para mim. Bem provável que não sejam as mais inteligentes, mas o que eu preciso para o momento. Depois? Ah, depois a gente vê o que faz. E sempre vai ter alguém para falar mal.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A caixinha dos queridos

Já que é "Meu Querido Diário" mesmo, vamos lá: para quem não está entendendo, eu estou bastante diferente de uns tempos pra cá. Pra melhor e pra pior, depende do seu ponto de vista.

Além da mudança natural que já vinha acontecendo (acredite: ter trinta anos faz toda a diferença, ao menos pra mim), estou passando por uma fase um tanto complicada, mas nada que eu não vá dar umas boas risadas depois de algum tempo. É sempre assim.

Pra quem não entendeu nada e nem faz questão de entender: beleza, obrigada pela visita, volte sempre. Pra quem faz questão de mostrar que vai estar sempre ao meu lado, preciso dizer que... eu já sabia! Não preciso citar nomes aqui, mas eu sei quem coloco na minha caixinha, e cada dia tenho mais certeza de que são as pessoas certas.

É claro que a caixinha não diz respeito só ao blog, tem gente de lá que nem sabe da existência do tal, tem quem sabe mas não tem tempo/paciência de vir aqui. Mas, como sempre, eu sei de tudo. Quem é, e quem não é.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Alarmismo

A partir de que ponto saber se o problema é realmente sério? Qual a hora certa para sair correndo e gritando? Até que ponto tentar resolver sozinha e a partir de quando pedir ajuda?

Eu não sei. Eu me rendo.

Blog novo em fase de criação, porque esse aqui virou mesmo "Meu Querido Diário".