quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Pagodeando

Achei que não haveria muita diferença entre "sair solteira" e "sair sem o namorado", até dar uma volta numa balada por aí. Observar as pessoas querendo "se conhecer" quando você está do outro lado é no mínimo estranho. Deprimente, em muitos casos.

Como não estava nem um pouquinho preocupada em paquerar (muito pelo contrário, estava era ocupada em desviar das investidas alheias), pude observar bem as reações das outras pessoas. Realmente, isso não é mais para mim. Por "n" motivos.

Uma das situações da noite:
- To te observando desde o começo da noite, vi que você não dança (é, eu não tava afim nesse dia) então quer conversar?
- Não, vim aqui só pra acompanhar as amigas.
- Mas eu quero conversar com você.
- Eu vim aqui curtir a banda. não to afim de conversar.
- A gente não pode ir lá fora um pouquinho?
- Você tá bêbado.
- Eu não to bêbado (imagina se estivesse. Além do cheiro de manguaça, mal dava pra entender o que o sujeito falava). Vem aqui conversar comigo um pouquinho (já me puxando pelo braço).
- Não. (E simplesmente virei as costas e saí pra outro lado.)
Poxa, não culpo o cara por tentar. Mas nem sei quantos "não" tive que falar pro tal e nem assim ele se convenceu. Só funcionou quando o deixei falando sozinho. É um saco.

Aí eu poderia discorrer aqui sobre todo aquele papo de que as pessoas (é, não só as mulheres) hoje em dia é que não se respeitam e blablablá. Não farei isso. Apesar de, tendo prestado atenção ao que acontecia em volta, vi cada coisa...

Só sei que acabei desmarcando na primeira oportunidade a baladinha que tava combinada para hoje. Queria ver outros amigos, curtir boa música, tomar cerveja, talvez até jogar uma partidinha de sinuca. Mas tudo na vida é escolha, e eu escolho continuar como estou.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Estes dias

Estes são dias de consertar coisas e estragar outras. Dar risadas, pedir desculpas. E cantar, muito. Imitando o passarinho que tenta inventar novos jeitos de piar. Soltando a voz com as crianças. Ou simplesmente libertando aquela música que não sai da cabeça, mesmo que ela revele muito mais do que eu pretendia mostrar. Detalhe importante: tenho uma "voz que não sai" e não sou lá muito afinada. Mas canto. E garanto: tem quem goste.

Dias de amar e receber muito em troca. Tentar entender reações inesperadas e evitar me decepcionar com elas. Segurar a vontade de mandar alguém engolir as benditas cortinas que bem dariam uma novela (mexicana, diga-se de passagem). Querer rever pessoas, mas desta vez sem ter que encarar aqueles defeitos já tão conhecidos. Perceber, feliz, que alguns deles deixaram de existir. Descobrir segredos já tão investigados. Matar saudades, acima de tudo (mesmo que pra isso eu tenha feito nascer outras).

E dias de saber que tem gente que lê meu blog por simples "xeretice". Ainda assim, espero que goste - e quem sabe até deixe um comentário. ;)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Só um post a mais

Descobri esses dias que tem muito mais gente do que eu imagino lendo esse blog (opa! valeu!!!) e que não é uma boa coisa ficar tanto tempo sem postar.
Meus dias ultimamente têm sido de total indecisão sobre tudo, e não me pergunte o porquê. Questionar a minha dificuldade de escolher entre o azul e o amarelo vai me fazer abrir o berreiro, como fazia a garotinha que eu fui um dia e que lutei tanto para deixar para trás.
Não me pergunte o que acontece. Eu simplesmente não sei.
Também foi muito difícil decidir sobre o que escreveria aqui hoje. E principalmente, se escreveria. Então simplesmente me sentei e comecei a digitar coisas. Mas sim, apesar de tudo tomei algumas decisões hoje - simplesmente porque são importantes para mim. Bem provável que não sejam as mais inteligentes, mas o que eu preciso para o momento. Depois? Ah, depois a gente vê o que faz. E sempre vai ter alguém para falar mal.