terça-feira, 3 de março de 2009

A dor dos outros

Hoje eu estava navegando por aqui e encontrei um blog que diz tudo. Tudo o que eu precisava ouvir, mas infelizmente não daquela pessoa. E o comentário que o seguia era mais incrível ainda, era o que eu provavelmente responderia depois de ter lido um post daqueles pra mim.

Deveria colocar o link aqui, pra que todo mundo entendesse do que eu estou falando, mas seria revelar demais. Então coloco um trecho, o final: "Confia em mim: espere pela primavera. A neve sempre derrete amanhã. Deixe o amanhã chegar porque o amanhã vai ser melhor. Vai sim: se você deixar." (Fernando T).

Temos uma diferença de tempo. Ditas, ou escritas, hoje, eu já não acreditaria mais. Mas se tivessem acontecido no tempo certo, a história seria bem outra. Como me fizeram falta, como eu esperei algo desse tipo...

E é incrível perceber que embora cada um reaja de um jeito, o sofrimento é o mesmo -que sob um certo ângulo todas as dores de amor são iguais. A diferença é em quem ela doi. E que ela -a dor- sempre vai embora, por mais infinda que pareça.

Se por um novo amor ou não, não importa. Uma hora ela acaba. E na hora certa, depois que já sofremos tudo o que tínhamos pra sofrer, depois de descobrirmos quem é de fato a pessoa que nos fez sofrer. Que, falsidades e mentiras à parte, somos nós mesmos.

Pois bem, minha primavera chegou, e tudo o que eu quero agora é ver a neve derreter. No sentido literal, desta vez.

(E sabem, pensando bem, acho injusto escrever sobre um blog que me motivou a escrever um post sem citá-lo. Então, mesmo que seja informação demais, aqui está: Fantástica Fábrica de Barulho.)

2 comentários:

Jéssica Santos disse...

Oi Ana não sabia do blog..
A dor um dia passa...
bjocas

Fernando T disse...

sabe?
eu achei lindo ter achado, completamente sem querer, esse seu post.
achei legal também te indicar um link pra esse post aqui: http://fantasticafabricadebarulho.blogspot.com/2009/01/cry-me-fucking-river.html
porque eu acho que ele vai te fazer bem.
hehehehehehe!
beijo e obrigado pela citação.
fica bem, tá?