Aí que a vida segue. Mais uma vez fiquei por meses sem postar, mais uma vez volto pensando em não deixar mais isso acontecer. Mas escrever sem ter nada a dizer é complicado, gosto mesmo é de escrever as histórias que precisam ser contadas.
Não que as coisas não estejam acontecendo, só não estão prontas, ainda não são exatamente histórias. Logo serão, e das boas!
sábado, 28 de agosto de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Retomando
Fique tanto tempo sem escrever aqui e de repente tenho um sem-fim de assuntos. E tanta coisa aconteceu nesse tempo todo... Ontem foi aniversário de um amigo que duvido muito que leia esse blog. E me dei conta de que ano passado fui na festa de aniversário dele e do tanto de coisas que aconteceram de lá pra cá. E foi tanta, tanta coisa que precisei parar pra pensar se realmente foi apenas um ano. E sim, foi.
Conheci pessoas incríveis, no melhor estilo "pra vida toda". Tenho dívidas de gratidão eterna a gente que nem imagina o bem que me fez. E sei que vice-versa. Conversas intermináveis, conselhos, risadas. Bares, baladas. Saquê e tequila na sexta a noite. Filme no sábado a tarde (ou o bom e velho sanduíche de mortadela com salada de frutas no Mercadão). Vinho e pizza no domingo a noite.
Tive um casamento na família, uma menininha querida que agora é uma mulher com seu marido. As amigas de faz tempo tendo bebês lindos ou planejando. Minha sobrinha de 11 anos é agora mais alta que eu. Minha irmã de 13 é uma moça linda que faz aulas de teatro. A de 29 finalmente entregou sua monografia e a mais velha (que me mata se eu colocar a idade dela aqui) deve ter boas surpresas em breve.
Muito trabalho. De organizar gavetas (sim, eu que tenho a merecida fama de bagunceira) a apresentar um evento de luxo, passando até pelo "setor comercial", posso dizer que fui longe. E continuo. Agora escrevendo e interagindo, que é o que gosto mesmo de fazer.
Um simples lembrete de aniversário me fez perceber tudo isso e mais. Que se em um ano a gente anda pra trás, no ano seguinte pode caminhar a passadas largas. Sempre em frente.
E agora posso finalmente agradecer por não ser mais a velha Ana.
Conheci pessoas incríveis, no melhor estilo "pra vida toda". Tenho dívidas de gratidão eterna a gente que nem imagina o bem que me fez. E sei que vice-versa. Conversas intermináveis, conselhos, risadas. Bares, baladas. Saquê e tequila na sexta a noite. Filme no sábado a tarde (ou o bom e velho sanduíche de mortadela com salada de frutas no Mercadão). Vinho e pizza no domingo a noite.
Tive um casamento na família, uma menininha querida que agora é uma mulher com seu marido. As amigas de faz tempo tendo bebês lindos ou planejando. Minha sobrinha de 11 anos é agora mais alta que eu. Minha irmã de 13 é uma moça linda que faz aulas de teatro. A de 29 finalmente entregou sua monografia e a mais velha (que me mata se eu colocar a idade dela aqui) deve ter boas surpresas em breve.
Muito trabalho. De organizar gavetas (sim, eu que tenho a merecida fama de bagunceira) a apresentar um evento de luxo, passando até pelo "setor comercial", posso dizer que fui longe. E continuo. Agora escrevendo e interagindo, que é o que gosto mesmo de fazer.
Um simples lembrete de aniversário me fez perceber tudo isso e mais. Que se em um ano a gente anda pra trás, no ano seguinte pode caminhar a passadas largas. Sempre em frente.
E agora posso finalmente agradecer por não ser mais a velha Ana.
Postado por
Ana Lucia Abrão
em
4/25/2010 12:44:00 AM
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sábado, 2 de janeiro de 2010
Para 2010
Deveria ser um post de Ano Novo, falando de renovações, com votos de prosperidade, paz e sucesso. Está bem, está desejado pra qualquer um que venha aqui e assim o queira. De texto, tem muita coisa linda escrita por aí e hoje não estou nem um pouquinho inspirada, escrevo agora por obrigação.
Peço desculpas por não postar há tanto tempo, mas minha ausência se justifica: das últimas vezes em que tentei escrever, me senti dividindo tristezas com quem quer minha felicidade e compartilhando alegria com quem não quer me ver bem. Parece que está passando.
Voltei para ler os comentários dos últimos posts. Gente que eu amo demais e gente que eu mal conheço, com uma pequena escala entre esses extremos. Então me lembrei que é por isso que escrevo. Tá bem que algumas vezes eu escreva textos primários como agora, mas garanto que tem muita coisa boa também.
Portanto, neste começo de 2010, reitero as boas-vindas aos que me querem bem. Aos outros, meu desprezo, como nunca deveria ter deixado de ser.
Peço desculpas por não postar há tanto tempo, mas minha ausência se justifica: das últimas vezes em que tentei escrever, me senti dividindo tristezas com quem quer minha felicidade e compartilhando alegria com quem não quer me ver bem. Parece que está passando.
Voltei para ler os comentários dos últimos posts. Gente que eu amo demais e gente que eu mal conheço, com uma pequena escala entre esses extremos. Então me lembrei que é por isso que escrevo. Tá bem que algumas vezes eu escreva textos primários como agora, mas garanto que tem muita coisa boa também.
Portanto, neste começo de 2010, reitero as boas-vindas aos que me querem bem. Aos outros, meu desprezo, como nunca deveria ter deixado de ser.
Postado por
Ana Lucia Abrão
em
1/02/2010 04:19:00 AM
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A "velha Ana"
E hoje quase morri de saudade da "velha Ana", aquela a quem os amigos chamavam quando eu, a Ana, não estava afim de sair num sábado a noite. "Só estou cansada, afim de ficar em casa hoje!" [provavelmente já tinha saído nas três noites anteriores]. "Ah, cadê a velha Ana?", respondiam, de pronto. Mas era só por uma noite, e logo a velha Ana já estava de volta.
Isso faz muito tempo, e nem dá pra dizer que foi quando vim para São Paulo. A velha Ana já tinha me deixado muito antes... E como sinto falta dela! Em certos momentos chego a odiar sua ausência. Como agora.
Como no dia em que percebi que havia esquecido das minhas maquiagens, esmaltes e chapinhas, salto-alto e tudo o mais. Esqueci das músicas e filmes de que eu gostava e esqueci até de gostar de mim. E quando acho que tudo está voltando a se encaixar, vem o mundo pra me provar que a velha Ana simplesmente acabou. E a nova, não sabe de nada.
Isso faz muito tempo, e nem dá pra dizer que foi quando vim para São Paulo. A velha Ana já tinha me deixado muito antes... E como sinto falta dela! Em certos momentos chego a odiar sua ausência. Como agora.
Como no dia em que percebi que havia esquecido das minhas maquiagens, esmaltes e chapinhas, salto-alto e tudo o mais. Esqueci das músicas e filmes de que eu gostava e esqueci até de gostar de mim. E quando acho que tudo está voltando a se encaixar, vem o mundo pra me provar que a velha Ana simplesmente acabou. E a nova, não sabe de nada.
Postado por
Ana Lucia Abrão
em
10/22/2009 01:32:00 AM
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Saudade
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Breve retrospectiva
Depois de tanto tempo sem postar, um único assunto me vem à cabeça: nessa semana que passou fiz dois anos de São Paulo (dia 17, para ser mais exata). Não sou muito adepta dessas contagens, mas percebi que todo mundo que vem de fora faz isso depois de um certo tempo. Algo como: onde estou, onde ainda vou chegar. Uma redefinição de metas, um alinhamento de rumo. Então tá.
Levei um certo tempo para me adaptar e, olhando daqui, acho que justamente porque sempre me achei "pré-adaptada". Me apoiei em quem não tinha condições de me dar apoio, confiei em pessoas erradas e perdi tempo, muito tempo, coisa da qual não podia ter descuidado nunca. Mas tudo é aprendizado.
Observando de outro ângulo (aquele cor-de-rosa com florzinhas e chocolate), encontrei carinho e colo em pessoas que eu jamais imaginaria -e como seria adorável descrever cada um desses momentos aqui. Das pessoas que eu já esperava, tenho encontrado cada vez mais amor. Meu único medo é nunca poder retribuir à altura.
Chorei de saudade, de alegria,tristeza, emoção, desilusão. Não sei qual dor foi maior, e sei que não foram as últimas, nem as maiores. Ainda bem.
Se estou no meu lugar? Ainda não sei, muitas vezes acho que não mesmo. Mas tudo indica que estou no caminho certo. Onde vou chegar? Conversaremos nos posts seguintes.
Levei um certo tempo para me adaptar e, olhando daqui, acho que justamente porque sempre me achei "pré-adaptada". Me apoiei em quem não tinha condições de me dar apoio, confiei em pessoas erradas e perdi tempo, muito tempo, coisa da qual não podia ter descuidado nunca. Mas tudo é aprendizado.
Observando de outro ângulo (aquele cor-de-rosa com florzinhas e chocolate), encontrei carinho e colo em pessoas que eu jamais imaginaria -e como seria adorável descrever cada um desses momentos aqui. Das pessoas que eu já esperava, tenho encontrado cada vez mais amor. Meu único medo é nunca poder retribuir à altura.
Chorei de saudade, de alegria,tristeza, emoção, desilusão. Não sei qual dor foi maior, e sei que não foram as últimas, nem as maiores. Ainda bem.
Se estou no meu lugar? Ainda não sei, muitas vezes acho que não mesmo. Mas tudo indica que estou no caminho certo. Onde vou chegar? Conversaremos nos posts seguintes.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Histórias de cada um
Era mãe de três meninas, a mais nova já saindo da adolescência. Acreditava que agora viriam os netos e que a única relação que teria com crianças seria a de avó. Pensou cedo demais.
Logo que veio a terceira, desistiu de ter outros filhos -achou que esse era um número bom. Mas não. Teve mais uma, e em suas palavras: “como o Papai do Céu não podia te colocar na minha barriga, colocou em outra e deu um jeito de você chegar até mim”.
Quando o bebê veio pela primeira vez, tinha 40 dias de vida, e era uma situação provisória, só enquanto sua “mãe” trabalhava. Chegava de manhã, ia embora no final da tarde. Certa vez, a “mãe” teve um problema e a deixou de um dia pro outro. E teve sucessivos problemas até que passou a deixar a menina no domingo a noite pra buscar no sábado pela manhã. E assim foi por meses.
Até que um dia, como toda criança saudável, ela começou a falar. Pelo exemplo que tinha das três irmãs, aqueles dois adultos que cuidavam dela eram o pai e a mãe -e foi assim que começou a chamá-los. A “mãe” pareceu não se importar.
Certa vez a "mãe" apareceu dizendo que tinha arrumado uma vaga numa creche e ia levar o bebê para morar com ela. A família toda ficou desesperada, mas sem ter o que fazer, afinal, ela era a “mãe” e tinha esse direito. Então a situação se inverteu. Passava a semana com a “mãe” e vinha ver a mãe nos finais de semana.
Era muito pouco para todo o amor que tinham criado. O clima naquela casa não era mais o mesmo, faltava uma vida ali, alguém que já fazia parte. E podia acontecer de nunca mais a verem, afinal, não havia grau de parentesco nenhum. Podiam sumir no mundo e nunca mais dar notícias.
Mas não. Pouco tempo depois, aparece a “mãe” com o bebê no colo. Foi “devolver”, como alguém que pega uma boneca emprestada e se cansa de brincar. E devolveu vida praquela família que tanto a amava e que tanto a queria.
Quando resolveram se mudar para longe, a “mãe” simplesmente assinou um termo de guarda para a mãe. Nunca quis dar a adoção, por motivos odiáveis que não cabe aqui falar. Mas hoje ela já está grande e é a razão de viver de todos naquela casa. Inclusive da sobrinha, que chegou depois. Mas ela é assunto para outro post.
Logo que veio a terceira, desistiu de ter outros filhos -achou que esse era um número bom. Mas não. Teve mais uma, e em suas palavras: “como o Papai do Céu não podia te colocar na minha barriga, colocou em outra e deu um jeito de você chegar até mim”.
Quando o bebê veio pela primeira vez, tinha 40 dias de vida, e era uma situação provisória, só enquanto sua “mãe” trabalhava. Chegava de manhã, ia embora no final da tarde. Certa vez, a “mãe” teve um problema e a deixou de um dia pro outro. E teve sucessivos problemas até que passou a deixar a menina no domingo a noite pra buscar no sábado pela manhã. E assim foi por meses.
Até que um dia, como toda criança saudável, ela começou a falar. Pelo exemplo que tinha das três irmãs, aqueles dois adultos que cuidavam dela eram o pai e a mãe -e foi assim que começou a chamá-los. A “mãe” pareceu não se importar.
Certa vez a "mãe" apareceu dizendo que tinha arrumado uma vaga numa creche e ia levar o bebê para morar com ela. A família toda ficou desesperada, mas sem ter o que fazer, afinal, ela era a “mãe” e tinha esse direito. Então a situação se inverteu. Passava a semana com a “mãe” e vinha ver a mãe nos finais de semana.
Era muito pouco para todo o amor que tinham criado. O clima naquela casa não era mais o mesmo, faltava uma vida ali, alguém que já fazia parte. E podia acontecer de nunca mais a verem, afinal, não havia grau de parentesco nenhum. Podiam sumir no mundo e nunca mais dar notícias.
Mas não. Pouco tempo depois, aparece a “mãe” com o bebê no colo. Foi “devolver”, como alguém que pega uma boneca emprestada e se cansa de brincar. E devolveu vida praquela família que tanto a amava e que tanto a queria.
Quando resolveram se mudar para longe, a “mãe” simplesmente assinou um termo de guarda para a mãe. Nunca quis dar a adoção, por motivos odiáveis que não cabe aqui falar. Mas hoje ela já está grande e é a razão de viver de todos naquela casa. Inclusive da sobrinha, que chegou depois. Mas ela é assunto para outro post.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
De volta
Já estou de volta a São Paulo. Vim com dor no coração, uma saudade antecipada, mas apesar de adorar Campo Grande, sinto como se já não fosse mais o meu lugar. Também não posso dizer que São Paulo seja minha casa, mas sei que um dia ainda vou encontrar meu canto -e para isso, não posso parar de procurar.
Em primeiro lugar, preciso de um plano, me disseram. "Faça tudo 'de propósito'. Cada escolha, cada fala, cada pensamento, cada ação." (E parece que eu tenho um novo amigo...) Gostaria que fosse tão simples como parece, embora eu saiba que ele entende do que está falando.
Estar aqui é uma escolha minha, e por mais sofrido que seja, e por mais que eu realmente esteja triste nesses primeiros dias depois de voltar, acredito que estou fazendo a coisa certa. E além de tudo, não estou sozinha. Tenho aqui (de perto e de longe) todo o carinho e apoio de que preciso. E mais...
Em primeiro lugar, preciso de um plano, me disseram. "Faça tudo 'de propósito'. Cada escolha, cada fala, cada pensamento, cada ação." (E parece que eu tenho um novo amigo...) Gostaria que fosse tão simples como parece, embora eu saiba que ele entende do que está falando.
Estar aqui é uma escolha minha, e por mais sofrido que seja, e por mais que eu realmente esteja triste nesses primeiros dias depois de voltar, acredito que estou fazendo a coisa certa. E além de tudo, não estou sozinha. Tenho aqui (de perto e de longe) todo o carinho e apoio de que preciso. E mais...
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